Samir Rasslan

Samir Rasslan 1995-1997

Centro de Convenções

Na gestão de Samir Rasslan, uma das principais estratégias do CBC foi prosseguir na política de difusão da entidade nas mais diferentes regiões do país, estimulando as atividades dos capítulos e incentivando o trabalho dos vice-presidentes regionais. O Diretório foi o último com mandato de três anos e o único que organizou dois Congressos Brasileiros de Cirurgia (1995 e 1997).

– Uma das grandes dificuldades, em função dos custos, era reunir todos os vice-presidentes. Mas conseguimos fazer, pelo menos, quatro reuniões anuais no Rio de Janeiro, discutindo e decidindo os destinos do CBC.Trabalhamos com Luiz Alberto Moraes (PA), Luis Porto Pinheiro (CE), Edmundo Ferraz (PE), Manoel Ximenes Neto (DF), Paulo Savassi Rocha (MG), Hamilton Petry de Sousa (RS), vice-presidentes setoriais, e Nelson Fontana Margarido (2º vice-presidente-SP) que tiveram participação efetiva em todas as decisões importantes do Colégio, juntamente com os demais membros da Diretoria, lembra Samir Rasslan.

Segundo Samir Rasslan, a figura do vice-presidente é fundamental para gerenciar a parte administrativa da entidade, quando o Presidente do Colégio não é do Rio de Janeiro. “Eu tive em Luís Guilherme Romano um excepcional companheiro de trabalho. Enquanto ele gerenciava o Colégio, no Rio, pude fazer o trabalho nacional. Por diversas vezes, Romano veio a São Paulo para analisarmos problemas e soluções. Esta união é imprescindível para o sucesso do Diretório”, explica o ex-presidente.

Reforma do centro de convenções

No primeiro ano de gestão, Samir Rasslan e seu Diretório Nacional tiveram a responsabilidade de organizar o XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia, realizado em São Paulo, em 1995, juntamente com o Congresso Latino-Americano de Cirurgia, presidido pelo ex-presidente Eugenio Ferreira. “Esse Congresso reforçou a grandiosidade da cirurgia nacional junto aos colegas e amigos latinoamericanos”, lembra Samir Rasslan, destacando que uma parte do lucro com os dois eventos foi destinado para o Capítulo de São Paulo comprar a sua sede própria e a outra parte ficou com o Diretório Nacional. “Reformamos o Centro de Convenções da sede do CBC no Rio, reinaugurado em 1997, que ganhou uma nova dimensão, aumentando os lucros decorrentes do seu aluguel”, informa Samir Rasslan.

Na gestão de Samir Rasslan, concretizou-se uma decisão aprovada na gestão de Orlando Marques Vieira, que pretendia descentralizar o Colégio, através da realização de congressos brasileiros fora do eixo Rio-São Paulo. Em 1997, foi realizado o XXIII Congresso Brasileiro de Cirurgia, em Recife, coordenado por Edmundo Ferraz.

Produções editoriais

Depois de muitos anos de circulação, a Revista do CBC, que estava deficitária, foi terceirizada e passou por um processo de reformulação do conteúdo editorial e projeto gráfico. O presidente Samir Rasslan lembra que a dedicação da Diretora de Publicações, Merisa Garrido, foi determinante no aumento do padrão de qualidade da Revista.

O Boletim do CBC também foi reformulado graficamente, sendo transformado numa pequena revista. O conteúdo editorial passou a divulgar não só as notícias dos capítulos, mas as atividades das diferentes Comissões Permanentes, além da difusão de conhecimentos através de artigos publicados pelos membros da entidade.

Através de uma parceria com a Editora Atheneu, foi lançada a coleção “CBC: Clínica Cirúrgica Brasileira”, que atualmente já tem 18 livros editados. Também foi lançado o livro “Hemorragias” editado pelo Núcleo Central sob a coordenação do vice-presidente do setor, Armando de Oliveira e Silva e seus colaboradores.

Defesa Profissional

Uma grande preocupação da gestão de Samir Rasslan foi a reformulação do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral. Alguns membros do Diretório estiveram na Comissão Nacional de Residência Médica, em Brasília, para reivindicar a Residência em quatro anos, o que só foi conquistado na gestão de Roberto Saad Jr. “Não tenho dúvida de que o resgate da Cirurgia Geral e o seu futuro, dependem de programas de residência altamente qualificados”, opina Samir Rasslan.

Um outro ponto importante da atuação do Diretório foi estimular a área de Acreditação Hospitalar, em associação com a Academia Nacional de Medicina e o Apoio do Ministério da Saúde, na época comandado pelo professor Adib Jatene, com a participação dos médicos Nildo Aguiar e José Noronha.

Segundo Samir Rasslan, a Defesa Profissional foi muito atuante através do trabalho do Diretor Wilson Pollara e que trouxe uma visão importante no relacionamento com as Medicinas de Grupo e na discussão do mercado de trabalho. O CBC organizou em sua sede, Fóruns de Debates para discutir a Cirurgia Geral, o Cirurgião Geral e o Futuro, com a par ticipação das mais representativas figuras da cirurgia nacional.

Parcerias

Para evitar a competição entre duas entidades congêneres no Ceará, foi conseguida a fusão da Sociedade Cearense de Cirurgia com o Capítulo Cearense do CBC, processo iniciado na gestão do ex-presidente Eugenio Ferreira. O trabalho foi mediado pelo vicepresidente setorial Luiz Gonzaga Porto Pinheiro.

Samir Rasslan lembra a importante contribuição da indústria farmacêutica para a modernização da entidade. O Laboratório B. Braun forneceu todos os impressos do Colégio durante a sua gestão e a Glaxo cedeu umaengenheira e uma arquiteta para elaborar a reforma do Centro de Convenções, participando até o final da construção, além de ajuda financeira em passagens para reuniões do Diretório.

O ex-presidente lamenta apenas não ter montado uma estrutura profissional com a criação do cargo de um Diretor Executivo que pudesse gerenciar o Colégio e captar recursos, dando tranqüilidade à Diretoria para trabalhar na defesa dos interesses do cirurgião. “Até que tentamos, entrevistando três candidatos, mas as condições econômicas do Colégio não eram muito favoráveis no início da gestão. O Diretor Executivo seria até mesmo autofinanciável em função da sua capacidade de captação de recursos. Continua a idéia para o futuro”, explica Samir Rasslan.

José Wazen

O 30º presidente do CBC lembra que uma das ações que representam maior orgulho de sua gestão foi a convocação do ex-presidente José Wazen da Rocha para ser Diretor de Biblioteca e Museu. “Foi um excelente conselheiro. Ponderado, tranqüilo, colaborou muito. Por vezes era um guru. Sua atuação destacada levou-o posteriormente à vicepresidência e à presidência do Colégio”, comenta.

Samir Rasslan destaca que o mérito principal de sua gestão foi a forma clara, democrática e transparente de atuação de todos os membros do Diretório. “Fica deste período a agradável lembrança de um grupo unido e amigo. A nota triste em nossa gestão foi o falecimento do Membro Benemérito, Renato Pacheco cuja história de vida se confunde com a vida do CBC” – finaliza Samir Rasslan.

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